Blog · Refil

Preços dos combustíveis da DGEG: o que mostram e como usá-los

Publicado a 2026-08-10

Em Portugal o preço dos combustíveis não é segredo comercial: os postos têm de o comunicar à DGEG, a Direção-Geral de Energia e Geologia, que o publica. Perceber como funciona esse sistema é a diferença entre pagar o preço médio e pagar o mais baixo da tua zona.

O que é a DGEG e o que obriga os postos a fazer

A DGEG é o organismo público que recolhe e divulga os preços de venda ao público dos combustíveis rodoviários. Os postos comunicam os preços que praticam e as alterações que fazem, e esses dados ficam acessíveis a qualquer pessoa no portal oficial precoscombustiveis.dgeg.gov.pt.

A lógica do sistema é simples: se toda a gente pode comparar antes de abastecer, os postos competem por preço em vez de contarem com o facto de o condutor não saber quanto custa o litro na rua ao lado.

É a mesma fonte que a Refil usa para Portugal. Não há um preço «de aplicação» diferente do oficial: o que muda é a facilidade com que o vês ordenado à tua volta.

O que os dados oficiais mostram bem

Mostram o preço por combustível e por posto, o que permite comparar antes de sair de casa em vez de descobrir o preço já com a mangueira na mão.

E mostram uma coisa que surpreende quem nunca comparou: a diferença entre o posto mais barato e o mais caro do país ultrapassa muitas vezes os 0,15 € por litro. Num depósito de 50 litros são mais de 7 euros por abastecimento, várias centenas de euros ao longo de um ano.

O que os dados não dizem

Não estão ordenados por distância a ti. Um preço baixo a 20 quilómetros pode não compensar o desvio, e a listagem oficial não faz essa conta.

Não incluem os descontos de cartões de fidelização nem as campanhas de supermercado, que se aplicam depois e não fazem parte do preço comunicado. Se usas um cartão com desconto por litro, tens de o somar por tua conta à comparação.

E não te avisam de nada. São uma consulta que tens de fazer: se não abrires o portal antes de abastecer, o sistema não te serve de nada nesse dia.

Como usar isto para poupar

Define um raio realista à volta dos teus trajetos habituais — casa, trabalho, a estrada que fazes ao fim de semana — e compara só o que cai lá dentro. Procurar o posto mais barato do país não serve; procurar o mais barato dos que já te ficam no caminho, sim.

Depois repete. A poupança não vem de acertar uma vez, vem de nunca abastecer no primeiro posto que aparece.

Perguntas frequentes

Onde vejo os preços oficiais dos combustíveis em Portugal?

No portal da DGEG, em precoscombustiveis.dgeg.gov.pt, onde os postos são obrigados a comunicar os preços que praticam. A Refil usa essa mesma fonte e mostra-os ordenados à tua volta no mapa.

Com que frequência mudam os preços dos combustíveis?

Podem mudar vários dias por semana, e cada posto altera-os quando quer. Por isso o preço que viste na semana passada não é indicação fiável do de hoje.

Um posto pode cobrar um preço diferente do que comunicou?

Não deve: o preço comunicado é o que tem de praticar ao público. Se houver divergência, é precisamente o tipo de situação que o sistema de comunicação obrigatória existe para detetar.

Os descontos do cartão aparecem no preço da DGEG?

Não. O preço comunicado é o preço à pistola, antes de descontos de fidelização ou de campanhas de supermercado. Esses tens de os somar à parte quando comparas.

Encontra sempre a opção mais barata

A Refil mostra-te no mapa o posto ou carregador mais barato perto de ti. Descarrega-a grátis na App Store.

Descarregar na App Store